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Inspiração acaba, rotina permanece: A verdade sobre o meu processo de escrita

1 de jun.
2 min de leitura

Atualizado: 29 de set.

Se no último post falamos sobre a importância da revisão, hoje eu senti a necessidade de dar um passo atrás. Por que pular direto para o final da jornada se não entendermos como tudo começou?

Se você também sente que a escrita é uma montanha-russa de emoções, este post é para você.


O Início: O vício na inspiração


Quando comecei, tudo girava em torno da inspiração. Sei que parece clichê, mas lá atrás, era o único motor que me fazia mover.

Comecei com poesias (que hoje, sinceramente, olho com vergonha!), depois passei pelas fanfics em 2017. Eu escrevia por diversão, movida por sonhos que, assim que chegavam, eu corria para despejar no papel (sério, eu dormia com um caderno do lado da cama). A escrita era pura distração. Mas, como todo iniciante, eu ainda não conhecia a regra de ouro que ninguém te conta de primeira: inspiração é uma fonte finita.


O Bloqueio: Quando a magia para de funcionar


Em 2018, decidi: eu queria ter um livro só meu. O sonho veio, comecei a escrever, e o bloqueio criativo chegou antes mesmo da metade da história.

Tentei de tudo o que me recomendaram:

  • “Escreva menos hoje para ter conteúdo amanhã.” (Não funcionou)

  • “Escreva tudo de uma vez enquanto está quente.” (Nada feito)

  • “Escreva vários projetos ao mesmo tempo.” (Pior ainda!)


Eu tentava buscar inspiração em outros escritores e livros, mas era como colocar band-aid em uma ferida muito maior. Eu estava tratando a escrita como um evento mágico, quando ela precisava ser tratada como um trabalho.


A Virada de Chave: Escrever é rotina


O jogo só começou a mudar quando eu aceitei uma verdade difícil: escrever também tem partes chatas.

Entendi que eu precisava escrever mesmo sem vontade. No começo, tentei estipular metas rígidas, o que era um verdadeiro "porre". Mas, com o tempo, descobri que meta de palavras diária não é rotina.


Rotina é escrever nem que seja uma palavra por dia, mas escrever sempre.

Tratei a escrita com a seriedade de um emprego. A meta era uma só: lançar meu livro. Foi com essa disciplina que, em 2023, eu já havia mergulhado fundo em escrita criativa, marketing editorial e processos de publicação.


Não existe "jeito errado"


Se hoje eu consigo escrever o segundo livro enquanto reviso o primeiro, não é por causa de uma iluminação divina. É porque encontrei meu ritmo. O bloqueio que tanto me assombrava era, na verdade, a resistência em entender que a escrita exige constância, não apenas paixão.


Agora eu quero ouvir vocês: Você também está travada nessa fase de "esperar a inspiração bater" ou já encontrou a sua rotina?

Se quiserem que eu prepare um post com o passo a passo detalhado do método que finalmente destravou minha escrita, deixa um comentário aqui embaixo! Vamos trocar essas figurinhas.

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